terça-feira, 30 de agosto de 2011

Choque de monstro

O astral maneiro este da TV minha vida.
Ver em casa sem precisar de precisão.
Mostra ser o real valente da tela em verso e prosa.

Não preciso de dias para viver em imersão, e sim de
cavalgadas para ter um belo efeito na hora que a máquina quebrar de vez.
Não sou assíduo neste meu disverso,
e sim uma bela amontoada de coisas fúteis e febris.

Verdes que saem de casa sem ter o porque de palestrar,
mas que andam cercando todo o universo em prol de uma alegação.
O dia tão febril, mostra se incalculado
e arde no nó desta refeição.

Que a rua leia e escolha os seus instantes,
até agora, não dou para este refrão,
é para lá que eu vou! Luz.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os dias cinzentos

Os dias cinzas foram de paixão.
O ar da bilha brilhando em meu chão.
Quer dorme, acorda cedo e trabalha,
pois lá sim você tem o valor da dor.
Almas vazias, pentes lotados,
a alma é sim nosso maior valor.

Almas cinzentas não trazem felicidade,
só lamentação.

A cantar

A cantar a poesia voa.
Os homens andam de frente para as ruas,
e a escola, já vale este pão.
Luz.

Os artistas da rua

Os artistas da rua são gentis.
Nós andamos na sabedoria
de que um dia vamos estar
mais bem ocupados,
com mentes diversas,
sabendo da vida e jargando um cifrão.

De que lado está nossa vida?
Quem sabe vivêlas?
Em que dedo nos atinge,
em que reunião?

No sábado só as alforras,
lua.

Paixão, que bom revêla,
só.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Genialidade

Ser genial,
é ser você sempre.
Ser genial, é achar que tudo que você escreve
está falando de você,
quando na verdade não está.

Ser genial é ter o poder de absorver,
o que você nem queria.
Ser genial é ser tudo e nada
ao mesmo tempo.

Ser genial é ser, você.

domingo, 21 de agosto de 2011

Pagnas em branco

Laços de papel,
ventania de sopas.
Letras perdidas em companhias.

Vento, seco na cara,
li cergia de abominantes.
Homens que gemem, mulheres que tremem,
almas amadas e fervendo na água.
novamente, li cergia.

É aquilo que aperta e não laça,
mas traz fumaça por entre os olhos.

Profunda saideira,
daninha.

Da água viva que assola,
só a moita.

Fogo

Fogo arde em dócil,
chama brasa em pera,
racismo limite de ajuda plena,
na boa, dormindo, mulherada
enfame afamada, disvairada,
uniforme.

Meninas da rua da sebastião,
meninos voantes da escuridão
do dia à noite em noites mais quentes,
sol estrelado brilho da lua,
com a benção do pai da mamãe.
Até.

sábado, 20 de agosto de 2011

Hoje é dia

Hoje tem cerveja e caipirinha.
Hoje tem o âmbar das maças da floresta.
Hoje tem rosas verdes e fresquinhas,
sem madeira e com conjuntivite,
chega sumo mano!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

É dia de feira

Hoje é dia de feira,
quem vai ficar na mesa do bar
sentado para tomar aquelas?
Não sabe? Tá por dentro da rotina,
quem vem primeiro tem a vez da quebrada!
Lua.

Fila de banco

Odeio fila,
odeio stress,
odeio senha,
e não gosto de banco.

Mas lá existe o que?
Uma máquina feroz?
Atura, abs.

O fim encantado

Encanta, e os seus males
espanta. Joga, joga, joga,
na rede. Quem vê de longe
não observa, mas a erva
é daninha.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fazer a cabeça

Nada faz mais minha cabeça
que a poesia.
Ela me da asas que não vão com o vento,
vem com minha mão!

O pé de manco

Quem descobriu o jornal?
-Fui eu disse o cabra.

Então vai lá cobrir ele
que ele sente com frio,
disse o papel.

O ratinho da favela

Eles desceu correndo as escadas,
parou em uma poça de lama,
se investiu contra a parede do gato,
e comeu o lixo que estava no chão.

Todos os dias ele fez isso,
e acabou com um tamanho de ratazana gigante.

Quantas pedra este rato atura na lata?
Nenhuma, ele te morde se você marcar.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Fosse falasse

Se fosse e falasse,
seria uma áurea marrom.
Mas hoje estou cedo ainda acordado,
faz com quem mau amigo?

Na verdade da escola,
todos tem lápis e papel na mão.
Choveria se tivessem sementes,
sem ela, não a elo na corrente.
Chama.

Fabrique

O que você quiser,
a de vir para o seu bem.

Sem pensar em mais alguém,
que neste dia te convém.

Se não vem, admita,
que era pra ser assim,
e que você não escolhe
as coisas certas,
ou tortas.

Depende da sua vontade.
Paz!

Queira

Queira o que você quiser.
Eu sei que posso ser aquilo
que fui e não sou, em fazer pra que?

Fazer para ser pernicioso só
se houver uma
questão, certo?
Errado,
é putaria mesmo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Joga longe

Longe de mim,
não quero nem ser,
muito menos fazer este fado.

Parece que estou sozinho na longe,
de estradas, labetas,
sabidas,
samba, samba
samba, nada.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Love Love

Você participa deste show,
eu só começo minha alada.
Na quebrada, os homens estão de pé.
Que doença tem você?
Nós.

domingo, 7 de agosto de 2011

De dia

Acho que já é bacalhau.
Este almoço que afoga,
traz o dia de verdade.
Sério? Tava nem sabendo de nada!

O saco cheio

Desde que o saco seja grande,
eu ando com ele meio vazio.
Mas se for pequeno,
tem de estar abarrotado!

O fato é que

Hoje estou bêbado como um cavalo
sem freio.
O bonde entra em nossas cabeças,
e come nossa comida.

Eu já não aguento mais este vício!
Parei.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Deixa

Deixa eles saberem,
deixa mais adiante,
leva lá os prazeres,
que a gente rouba a cena adiante.

É calmaria,
é o chão do capeta,
na cerva na letra,
sigo mais adiante,
soninho, vem.

Coma

O coma
é um estado liquido,
a vertigem é algo que vem de dentro,
o sangue,
só escorre das nossas cabeças,
dedos, feridas, enxames,
luz.

Beba

Beba o que você puder,
chame, corra, divulgue.
O que a de nós são as cores,
que roubam de ti! Luz.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Eu consumo

Bebo o tanto que eu consumo.
Aguento firme e vou ao alcance
das gaivotinhas. Elas sabem a altura
do voo, rasante,
paz.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Poetria

Ser poeta nada mais é do que
vagar na sabedoria dos ventos,
onde antes fomos mais ausentes.

Entre entrelinhas, sabe,
que pois nós já sabemos, somos infames.

Poeta juvento e infantil,
óssil.

Uma poesia

Uma poesia lambe os dedos,
duas poesias sobem à vante,
um homem de ferro desce a escada,
e vá lá,
extasiado neste dia!
Paz.