quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A velha faladeira

Ela da remédios para um velinho,
rouba sonhos de uma criança,
entope ouvidos de coluna,
deixa a pia quebrada onde se ouve.

Esta é a velha faladeira.
Se você cruzar com uma no caminho,
não fuja dela;
Encare de frente e passe para a vítima.
Se precisar,
aperte os cintos,
pode ser necessário.

sábado, 24 de dezembro de 2011

O Natal

O Natal vai trazer mais uma poesia,
ela por sua vez vai trazer mais um texto.
Este texto vai fechar meu Natal,
pois o dia que vai chegar,
traz o menino Jesus, com amor e 
poesia aos lares.

Boa festa de natal

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Aos poucos

Aos poucos tudo voltará ao seu lugar.
Cada palavra perdida,
cada verso disforme,
cada letra errada.

Se mostrará o tempo,
o pastor de cada seguida.

Este dia não será agora,
mas amanhã.
Não estarei mais não,
sem dores de cabeça.


Headache

domingo, 11 de dezembro de 2011

Dia feliz

Realmente minha vida
é uma caixinha de surpresas.

Quando penso que mais nada
de novo irá acontecer no meu dia,
eu me apego em uma nova e real
vontade de dar prosseguimento
tudo aquilo que havia esquecido
pelo menos por três meses.

O dia está mais feliz e
eu estou mais verdadeiro
do que deveria estar
se não tivesse você.

Meu dia dia vai, estar mais belo
hoje que me encontro aqui.

Sem meu trabalho
eu não sou ninguém
nem mesmo para mim!

Venha comigo nesta jornada,
e abra seus olhos vivos
para este prisma de emoções!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Poetria

A poesia dos olhos de águia:
Ela vem chegando,
com seus glóbulos
vermelhos
infectados
aos extremos.

Assim que acordou do dia,
veio para noite
com uma sinfonia de cordel,
os dedos desceram
para dar às graças à este novo milênio,
que chegou sem seus campos,
e passou sem seus índios.

Mas voltou para floresta
e dormiu em uma praça.
Praça esta que apesar de não ser nossa,
era de toda aquela gente
que andava em seus cavalos,
e girava com uma rosa
nos ventos da boemia
carioca,
efervescente.

Tomou uma bula
e partiu.
Num piscar de olhos
estava vendada,
sem saber ao certo
se seria esta sua verdadeira
bonastia,
para um dia fértil
e indeciso.

domingo, 20 de novembro de 2011

Inspiração

O tema é este,
eu vi,
você viu,
todos nós vimos.

Vimos com os olhos vivos,
que se escondem dentro de computadores malucos.

Este dia vive bem mais feio ou bonito,
tanto faz,
mas vocês vão ver,
em branco e preto,
e verde,
sem chiado.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Hoje eu vi o amanhã

Hoje eu vi,
do jeito que a cidade passou.
Eu não quero mais remédios,
o menino chia, porém, este ar
que já não é rarefeito ainda falta no meu pulmão,
tóxico.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A poesia agita

Agita estes dias,
que são tão raros como
uma emenda de soneto.

Desde que me encontrei na música,
não emendo e me arremeto.
Um só coração.
Amém.

Mesmo que se gosta

Mesmo que gostasse
da minha rua calada e efêmera,
inúmeras seriam as vielas
para me deleitar em uma aula
dissenso, para dar de comer
aos meus sobrinhos.

Adoro pizza, mas a água,
a água como é tão violenta
nesta mesma bizarrice
extrema.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O canto dos pássaros

É um canto encantante,
com tudo que ouve
ele se observa.

Vê nas nuvens a vida e atmosfera,
você canta o semblante
ela te vê na noitada.

Você canta,
eles encantam.
LUZ.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Os versos que

Os versos que te revelam,
sobem a vida de um gênio.

Gênio este por ser do rap,
gênio este por sentir fome.

Gênio este por ser maior do que
a imagem representa.

E por ter dentro de casa uma pegada verídica de que
a honra se dá com pau dentro da boca,
é dele?
Abs,

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A vida da gente

A vida da gente é sempre passageira,
quando você quer agonia,
ela te da amor,
quando você quer uma referência,
ela te da luxúria.

Mas e quando você só quer um carinho e
um abraço do irmão?

Somos todos filhos do mesmo vento.
Mesmo a juventude que assume nossa
discordância,
andaremos livres pelo caminho
que o pai nos deixou
numa rua trêmula de
baixismo e obsessão contínua,
sinuosa ao extremo.
Luz,

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A cidade que fala

A cidade é verdadeira,
ela tem suas raízes,
os homens são de vento.

E elas de verniz.
Como a pérola,
jogam seus encantos,
elas abrem para quem?

Acontece que é fato

É fato que furtaram a bicicleta,
também é fato que eu perdi 10 Reais.

Também é fato que eu não tenho mais dívidas,
mas 500 Reais de prejuizo,
aí você está de sacanagem.

Candeia bandido!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

No Bronx

No bronx eu não fumo,
no bronx eu não fumo cigarro,
no bronx eu não bebo,
Eu só malho.

Malho o Judeu,
malho a smorfete,
malho até o Sebastião,
que esta bêbado logo a tarde.

Que quebrada esta donzela,
tão menina mas em favela,
na beira, no precipício. Luz.

O meu pai

Meu velho partiu,
só sobrou a escola,
eu volto sem bola,
e com ar de doutor.

Você me acha zangado,
com dor e debochado,
um palhaço maluco,
vendo as naves e o disco voador.

Seu reggae já não me chama mais,
eu estou assim,
com muita ardência no amor,

e sem pétalas vermelhas,
a cidade ficou.

Pátria mãe quem te pariu,
o Brasil sumiu?
Não só foi eu quem ficou,
Luz.

Como eu choro

Eu choro e mamo.

Eu me amo,
eu sou autista,
meu pai é lenhador.

Eu curto a fama,
eu sou poeta,
você sapeca,
sabe da minha dor.

Assim que se liga,
ela vai danada,
toda apertada,
com ar de louvor.

Fui.

Estive pensando

Estive pensando na vida.
Ela é assim, bem justa, com
injustiças terrenas.

Bem voraz, como uma bela
donzela.

Bem carnal e bem imprópria,
ao contrário do que se queria.

Elas por serem assim,
tão supremas,
dizem que de grande feito
nada é dado sem propósito.

Você quer o óbvio,
te dou o correto,
se não uma pedra basta.

Para segurá la no chão,
ao lado da moita,
no nosso caminho.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Que mundo é este?

Que mundo é este?
chapado de intrigas.
Que mundo é este?

Que eu, em que não vejo
a saída.

Que mundo é este que parece ser o padrão,
que colabora com toda ação.

Ação de vida,
ação de mundo,
objetos do sub mundo,
casas vazias, estão sempre aparecendo.

E vocês parecem que vão cantando.

Os ecos da vida digna,
maré, vermelha e dança.
Sangra.

Amém.

domingo, 2 de outubro de 2011

Os filhos de Jah

Os filhos, ralaram muito,
os súditos viraram crianças.
As nuvens andaram,
mais que você.

Que está tremulo,
sem base. Sem balançar a alma,
com paz e união!

Nova escola

Eu divulgo,
eu divulgo,
eu divulgo
e me canço.

Vou para a escada,
ela me acolhe,
eu volto para casa,
estou cansado!
Paz,

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Roupa nova

Como eu queria
uma camiseta molhada,
a como eu queria!

Ia usar ela toda
até esgarçar a manga,
e depois guardava no armário,
só pra dizer que é minha!

sábado, 24 de setembro de 2011

Na São salva praça

Salva na praça,
que esta erva já é de graça.

Solta este free, por que a
polícia já está aqui.

Chama este coreto,
que a favela vem de branco.
Para botar a boca na butija,
fama!

sábado, 17 de setembro de 2011

Estilo

Estilo cachorro
é que late por elas,
sabe que você sabe. Que ela sabe,
que ele sabe,
que as meninas fazem, mas que eles
gemem.
Sem tremem,
sem peneira, maça vazia, astata de cascata,
sem errata,
sem sonata.
Sem mais nada,
só a casa.
Cheia.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fera da padaria

Seu Manoel chegou na padaria
come de costume para comer três pães.
Ele pede ao atendente os três,
e 200gm de mortadela, para tomar junto café.

Diz o atendente:
-Não tem café ainda Sr. Manoel.
Então ele pede:
-Me de um guaraná.

Moral de estória:
Nenhuma, o café não estava pronto,
e o Sr. Manoel tem pressa para tudo!
Bom dia.

O bicho comeu

O bicho sobe desce e come,
ele anda que nem um andarilho.
Você vê ele e ele não diz quem você é,
por que na entrada na porta
você não pede licença para todos?
O bicho comeu.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Febre

Novas lutas,
novos trilhos.
Os bondes passam e deixam
seus passageiros em agonia.

A luz da vela descende em ascendência,
e sua preje já não me sustenta.
Quero fazer de meu vício uma água escura
para calar você.

Que sofre de solidez tímida,
porém remota,
retorna e bebe,
que sua fonte ainda está aí.
Sua, belo.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Choque de monstro

O astral maneiro este da TV minha vida.
Ver em casa sem precisar de precisão.
Mostra ser o real valente da tela em verso e prosa.

Não preciso de dias para viver em imersão, e sim de
cavalgadas para ter um belo efeito na hora que a máquina quebrar de vez.
Não sou assíduo neste meu disverso,
e sim uma bela amontoada de coisas fúteis e febris.

Verdes que saem de casa sem ter o porque de palestrar,
mas que andam cercando todo o universo em prol de uma alegação.
O dia tão febril, mostra se incalculado
e arde no nó desta refeição.

Que a rua leia e escolha os seus instantes,
até agora, não dou para este refrão,
é para lá que eu vou! Luz.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os dias cinzentos

Os dias cinzas foram de paixão.
O ar da bilha brilhando em meu chão.
Quer dorme, acorda cedo e trabalha,
pois lá sim você tem o valor da dor.
Almas vazias, pentes lotados,
a alma é sim nosso maior valor.

Almas cinzentas não trazem felicidade,
só lamentação.

A cantar

A cantar a poesia voa.
Os homens andam de frente para as ruas,
e a escola, já vale este pão.
Luz.

Os artistas da rua

Os artistas da rua são gentis.
Nós andamos na sabedoria
de que um dia vamos estar
mais bem ocupados,
com mentes diversas,
sabendo da vida e jargando um cifrão.

De que lado está nossa vida?
Quem sabe vivêlas?
Em que dedo nos atinge,
em que reunião?

No sábado só as alforras,
lua.

Paixão, que bom revêla,
só.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Genialidade

Ser genial,
é ser você sempre.
Ser genial, é achar que tudo que você escreve
está falando de você,
quando na verdade não está.

Ser genial é ter o poder de absorver,
o que você nem queria.
Ser genial é ser tudo e nada
ao mesmo tempo.

Ser genial é ser, você.

domingo, 21 de agosto de 2011

Pagnas em branco

Laços de papel,
ventania de sopas.
Letras perdidas em companhias.

Vento, seco na cara,
li cergia de abominantes.
Homens que gemem, mulheres que tremem,
almas amadas e fervendo na água.
novamente, li cergia.

É aquilo que aperta e não laça,
mas traz fumaça por entre os olhos.

Profunda saideira,
daninha.

Da água viva que assola,
só a moita.

Fogo

Fogo arde em dócil,
chama brasa em pera,
racismo limite de ajuda plena,
na boa, dormindo, mulherada
enfame afamada, disvairada,
uniforme.

Meninas da rua da sebastião,
meninos voantes da escuridão
do dia à noite em noites mais quentes,
sol estrelado brilho da lua,
com a benção do pai da mamãe.
Até.

sábado, 20 de agosto de 2011

Hoje é dia

Hoje tem cerveja e caipirinha.
Hoje tem o âmbar das maças da floresta.
Hoje tem rosas verdes e fresquinhas,
sem madeira e com conjuntivite,
chega sumo mano!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

É dia de feira

Hoje é dia de feira,
quem vai ficar na mesa do bar
sentado para tomar aquelas?
Não sabe? Tá por dentro da rotina,
quem vem primeiro tem a vez da quebrada!
Lua.

Fila de banco

Odeio fila,
odeio stress,
odeio senha,
e não gosto de banco.

Mas lá existe o que?
Uma máquina feroz?
Atura, abs.

O fim encantado

Encanta, e os seus males
espanta. Joga, joga, joga,
na rede. Quem vê de longe
não observa, mas a erva
é daninha.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fazer a cabeça

Nada faz mais minha cabeça
que a poesia.
Ela me da asas que não vão com o vento,
vem com minha mão!

O pé de manco

Quem descobriu o jornal?
-Fui eu disse o cabra.

Então vai lá cobrir ele
que ele sente com frio,
disse o papel.

O ratinho da favela

Eles desceu correndo as escadas,
parou em uma poça de lama,
se investiu contra a parede do gato,
e comeu o lixo que estava no chão.

Todos os dias ele fez isso,
e acabou com um tamanho de ratazana gigante.

Quantas pedra este rato atura na lata?
Nenhuma, ele te morde se você marcar.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Fosse falasse

Se fosse e falasse,
seria uma áurea marrom.
Mas hoje estou cedo ainda acordado,
faz com quem mau amigo?

Na verdade da escola,
todos tem lápis e papel na mão.
Choveria se tivessem sementes,
sem ela, não a elo na corrente.
Chama.

Fabrique

O que você quiser,
a de vir para o seu bem.

Sem pensar em mais alguém,
que neste dia te convém.

Se não vem, admita,
que era pra ser assim,
e que você não escolhe
as coisas certas,
ou tortas.

Depende da sua vontade.
Paz!

Queira

Queira o que você quiser.
Eu sei que posso ser aquilo
que fui e não sou, em fazer pra que?

Fazer para ser pernicioso só
se houver uma
questão, certo?
Errado,
é putaria mesmo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Joga longe

Longe de mim,
não quero nem ser,
muito menos fazer este fado.

Parece que estou sozinho na longe,
de estradas, labetas,
sabidas,
samba, samba
samba, nada.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Brasil que vai

Vai Brasil,
que o mundo não é meu.
Sim é de vocês,
você partiu e não mais voltou.

Fogo

Fogo que passa,
alucina.
Inveja fecal,
vermes e mais laringes,
ame-se!

O show

É foda,
gente que sabe é gente
que sabe,
somos união, paz e amor.
Eh nós!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Love Love

Você participa deste show,
eu só começo minha alada.
Na quebrada, os homens estão de pé.
Que doença tem você?
Nós.

domingo, 7 de agosto de 2011

De dia

Acho que já é bacalhau.
Este almoço que afoga,
traz o dia de verdade.
Sério? Tava nem sabendo de nada!

O saco cheio

Desde que o saco seja grande,
eu ando com ele meio vazio.
Mas se for pequeno,
tem de estar abarrotado!

O fato é que

Hoje estou bêbado como um cavalo
sem freio.
O bonde entra em nossas cabeças,
e come nossa comida.

Eu já não aguento mais este vício!
Parei.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Deixa

Deixa eles saberem,
deixa mais adiante,
leva lá os prazeres,
que a gente rouba a cena adiante.

É calmaria,
é o chão do capeta,
na cerva na letra,
sigo mais adiante,
soninho, vem.

Coma

O coma
é um estado liquido,
a vertigem é algo que vem de dentro,
o sangue,
só escorre das nossas cabeças,
dedos, feridas, enxames,
luz.

Beba

Beba o que você puder,
chame, corra, divulgue.
O que a de nós são as cores,
que roubam de ti! Luz.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Eu consumo

Bebo o tanto que eu consumo.
Aguento firme e vou ao alcance
das gaivotinhas. Elas sabem a altura
do voo, rasante,
paz.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Poetria

Ser poeta nada mais é do que
vagar na sabedoria dos ventos,
onde antes fomos mais ausentes.

Entre entrelinhas, sabe,
que pois nós já sabemos, somos infames.

Poeta juvento e infantil,
óssil.

Uma poesia

Uma poesia lambe os dedos,
duas poesias sobem à vante,
um homem de ferro desce a escada,
e vá lá,
extasiado neste dia!
Paz.

sábado, 30 de julho de 2011

Gelo

Sigo sentindo um frio constante.

O mundo não da só voltas,
da saltos constantes.

Tudo tem sua métrica e sua rima,
mas a rota esta é de fel.

Meros prazeres mundanos,
somos um só, sem carinho
sem coração, choros.

Lamentação, que sol!

Morte ao que passa

Passando um passarinho,
me viu e acendeu uma vela.
Pensou que era bicho
e comeu uma migalha de milho.

Ao voar para sua padaria de costume,
engasgou no fio e caiu deitado,
estirado no chão.

O que aconteceu com ele,
todos sabem,
mas este carro
não deveria passar por ali.

Pois ele ficou sim,
amassado no chão, duramente.
Na hora.

Os Vias

Os vias sofrem onde
se vê somente o que
se querem para si.

Este momento tão esplendoroso
se dá somente agora,
onde ando com tanta epidemia.

Só querendo querer
e não mais produzir,
me encontro encanado
com antes de sempre ser,
e de sempre sentir,
sonhar, como.

Este ar que se morde e sopra
de ventania pouca,
é sim a pestana deste sentimento,
nulo.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O francês

Ele fez bem em me receber?
Ele fez bem em investir?
Só saberemos amanhã.
E quando o trabalho for divulgado,
terei que me mostrar bem aplicado.

Pois as pessoas vão perguntar:
E esta lanchonete,
ela patrocina você?

E eu terei de honrar
o tempo que passei ali,
para minha maior sapiência.
Sim, acho que não foi em vão.

terça-feira, 26 de julho de 2011

As avós

As avós são lindas,
são as que representam para nós,
o que não vivemos com nossos pais.

Mães estão na nossa vida todos os dias,
mas as avós,
estão naquela margem tênue do amor
da família em uma só figura materna.

Ela cuida de todos.

À minha avó,
um motivo de felicidade
é lembrar que sempre que sonho com família,
estará ela presente
na minha enorme imaginação,
luz!

Feliz dia das avós,
vó.

O senhor francês

O francês é um cara astuto.
Ele não pediu nem pagou,
já foi liberando o que se vê
demais em minha única vida.

Esta primeira se mostra muito vazia,
na segunda parece estar mais a vontade de ver,
com mais intenção.

Seguram-se as pompas e avoam as meninas,
que saem da escola pela bolsa de uma madame, zen.

Sem pais nem mães, seguimos distantes,
bem distantes.

Quarto post

Este é meu quarto.
Me apresento com carinho,
mas você não mora mais aqui.
Verdades ou mentiras?
Este jogo não é mais meu nem seu,
seria nosso.

Chamas?
Em lágrimas acesas,
esta seria minha estória,
Ou não.

O fato é que
se eu conhecesse melhor a vida,
nela estaria com mais vigor
e austeridade de encarar de frente a batalha.

Dias sigamos
e andamos na luta,
para quem quer
fazer o bem.
Na luta.

Terceiro post

Acho que escrevo
sempre em três linhas.

São linhas disto,
linhas daquilo,
e as damas onde entram na minha cena?

Somente sabemos depois que estamos trancafiados,
a dias na varanda de um apartamento grande e arejado.

Cada um que lave sua louça,
falei.

Nova passagem

Eu sempre andei andando.
Nunca pensei em cair e me levantar,
pois todas as vezes que me levantei,
eu pude cair de pé.

Sobem as andanças da nave,
pois o dia
vai ser de cão.

E dizemos assim, pois,
coletivamente,
devemos muito mais do que uma levada na lata.

Só de patrão que fica!
Parei.

Nova Tormenta

Por que hoje
você não tem casa?
Por que hoje
você nasceu assim?
porque hoje
você não dorme sossegado?

Não sou eu que tenho que encontrar
as respostas para este dilema.
Além do mais,
você entende muito bem o que
o rodeia, e o que o cerca nas
horas vazias e desertas
deste nosso,
eterno seu.

Ao lado e além de formar,
se deforma a nossa palidez,
mesquinha de ser como eu sou.
Bem diferente!
Luz.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os mares altos

Nas altura nós entramos,
e dela saímos com uma par de
presunção: Será que somos
vermelhos, amarelos
ou pardos?

Sou assim, tão índio
quanto qualquer outro brasileiro
miscigenado que é o que sou.

Prefiro ser assim,
assim imponho meu respeito
e minha gratidão,
nas alturas!

Os dias ainda andam

Pois que vem um
texto reproduzido.

Este texto que se difere
somente por uma lágrima, imagem.
Quem tem chora, quem não quer canta,
e os seus males espanta.

A hora que eu ganhar espaço,
não precisa pedir pra mim,
mas fale de mim, que
você será bem falado.

#Olhoroxosóquerpica

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Segura a marimba

Segura a marimba
que a pica vai entrar de jeito.
Deixa só eu achar você nesta nuvem
de fogo, que a bolha vai cair do céu.
Direto na minha cama,
vem que vem?
Não vai que tem!
#Prontofalei.

Pode chorar

Quem chora mais, o homem ou a mulher?
Acho que os homens são mais duros,
pois dependem de seus nervos de aço
para aturar o stress do dia a dia.

A mulher por ser feminina,
precisa de carinho e afeição
para dar a luz aos seus meninos.

E os velhos o que fazem?
Fazem nada,
pois para eles,
o tempo é tão duradouro como uma eternidade.
Uma vida inteira.

O xote Ferreia

O ferro é uma arma.
Como as armas são armas
e não são de brinquedo,
prefiro ter 10 anos
de xote colados,
do que uma década
de decadência em artes!

Supra sumo

Você conhece aquela casa?
Que é feita de madeira,
na esquina da sua casa favorita?

"Ela está jogando cerveja pela janela
desde ontem à tarde", disse o velho.
"Então", retrucaram as crianças,
"vamos chegar ali de mansinho
e botar uma garrafa no chão,
para enche la totalmente
e depois podermos beber à vontade
sem que a vizinha nos veja".

E foram os três garotos afoitos
fazer a tal arte mãnha.
Daí a vizinha olha, vê los correndo
e tranca a porta com um empurrão.
"Olha aí. Eu não falei,
ela vai perceber",
e os meninos não deixaram furo,
e seguiram pela lateral da casa até
a beiradinha da mesma.

O primeiro foi lá e encheu uma,
o segundo foi lá e encheu a dele,
quando chegou na vez do menorzinho,
ele, disse: "Porra, pelo ralo está
saindo cachaça"!

Moral da estória:
Cuidado com o xixi dos ratos.
Pode parecer água de passarinho,
mas ninguém deve beber a cerveja da vizinha!

Eu vou escrever

Eu vou escrever até cair,
quando estiver do meu lado,
perceba os seus amigos.
Eles são quem eles são
e nada vai mudá los,
certo?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dead Presidents

"Se liga, o sol já saiu!
A estória que a gente vê
por tás das torneiras,
não é uma agulha, e sim
um palito no banheiro.
Acende sua vela, e passa,
que o dia vai nascer".

terça-feira, 5 de julho de 2011

O dia de hoje

Salve, salve,
que hoje é dia de feira!
Quem quiser chegar e
comprar um pouco de vida
peça licença que ela esta a solta.

Os homens chegam
e compram os seus remédios,
enquanto os caras voltam aos
mesmos bueiros de sempre
para explodir o mundo,
chama! Que a estas horas
nem a Light aguenta.
A toda hora.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Put it on me

Bote a frente mais você,
saiba por mim e por você,
veja agora você,
fique com, mesmo você.

Porque eu me cansei,
e você não sabe de nada,
é monótono.

sábado, 2 de julho de 2011

No mar passa

A festa chegou,
os homens estão sempre em seus castelos,
e os dias estão em aberto.

Eu subo, eu desço?
Que dia será o dia desta morte?
Dentro do mar, a navegar,
sem ambições, só o barulho
a brisa e o cheiro do mar.

Vagões, muitos vagões,
insulto.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Que a poesia sopre

Que a poesia sopre
ventos mais distantes par perto do meu ego
e dentro do meu ser.

Este homem que ilumina as estórias da vida
pode bem se vangloriar de estar sozinho em um
longo caminho que deve estar.

Saindo na frente
mas andando com os homens.
É nós.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Jogo

De jaqueta de couro,
eu protejo minhas costas,
que andam caindo de molhadas
no frio da caverna.

O jovem cerebelo chama
a voz das periféricas,
que agridem meus ouvidos com um não
incontrolável.

Ele é macio e
cinzento, este dia
sem sol na praia.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Seu C4

Seu C4 é bom,
mas você vacila.
Meu prédio chama,
mas você nem me da bola.
Se eu sou guerreiro,
eu sou febril.
Se você tem pelos,
eu caço onde?
Quem reza na lenda,
corre jogando,
eu sempre estive aqui.
Você,
nem sei de onde veio.
Origem,
é tudo nos genes.

Quem sabe reza

Eu rezaria mais se fosse viável,
mas seria menos o bruto cruel,
do que uma merda na minha garganta.

Quanta droga você ingere bem no meu tédio?
Então não se liga no meu prédio,
pensa na mina cama, e para na minha régua.

Mas eu entro em uma vanda pra virar mais seis,
que se foda a independência hostil e,
corra bem , mas corra de Audi.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nada a fazer

Tenho um trabalho a fazer,
mas ainda é cedo.

Tenho sede de viver,
isto não é monotonia.

Está cedo para abrir,
mas já está na hora de acontecer.

Meu sono é frutífero,
mas não durmo como os morcegos.

Por isso,
corra atrás de mim,
mas não ande pela porta da frente.

Entre e fique,
porém não seja ausente.

sábado, 25 de junho de 2011

Mais uma bica

Mais uma bica,
escorre água dos meus poros.
O homem sente quando a mulher se assanha.
Os cabelos descem ruas esquisitas,
mas chama a flor para uma se meeira.

Você sente os meus ouvidos,
ela fala, pelos cotovelos.
Que dia romântico à de ser o seu casamento,
meu fã, é inadmissível.

Aquela que dorme também te completa,
eternamente, dama, na cama e na fama.
Chama, na hora do amor,
e que dores eu tenho em meu recinto.

Só prato, choro,
dor, muita dor.
Já é meia noite,
chama.

Não fume nada

Não fume nada que
não veio dos seus dedos.
Se soprar alguma bolha em um balde,
cuidado com os resultados obtidos.

Se você souber o que faremos juntos,
saberá que também, terá problemas
bem chegados e polêmicos.
Polêmico sim?

Polêmico não,
você sabe que é distante,
o bastante para dar asas
à vôos mais distântes.

Tão pertos,
mas tão mesquinhos,
adiante.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Arte da mainha

A arte da mainha,
você tem a levada.
Ela sobe em seus espelhos
e avoa pela madrugada.

Ela tem base,
você está de pé.
Ela ginga e vacila,
você aproveita e aponta uma arma.

Ela é letal,
a cara é o puro prazer.
Preconceito seu não,
divino!

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Gang da Bang Louca

A jornada é cheia
de protuberâncias.

o calor ameniza
a singela folha de laranja
em punho cerrado.

A montanha parece
tosca e ofuscada,
mas a laranjeira
jorra litros de água
num caminho que não tem fim.

Fogueira, céu aberto,
maresia.

Chorando rios de
um côco amargo.

Decaindo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os cara acham

Os caras acham que
as mulheres são só deles.

Os caras acham que
as mulheres deles não
dão mole para mais ninguém.

Os caras acham que
as mulheres tem responsabilidade,
de que?

Eu não pergunto pois
eu sou safado, mas elas
querem o colo e o amor.

Eu só faço a minha. Estou
mais em cima do que de baixo,
se é que pega bem.

domingo, 19 de junho de 2011

Saiba por mim

Saib por mim que o dia já não é mais di
que a noite já não é mis a noite,
que o sol j´brilh ofuscdo
e que o mar ainda vai ter retorno e cptação.

Que o seu brinquedo está quebrando.
Que o cio já não é das gatas.
Que o martelo já pendurou os pregos.
E que a bolha,
esta ainda é de ferro.

Por isso o jargão:
"Coma bem, mas com com vontde",
chama-se:
Xingu.

Sou eu que escolhi esta vida para mim,
e nós, não somos só por nós,
somos por todos os plausíveis futuros e ignorantes sistemas.

Que bom revelo.

sábado, 18 de junho de 2011

Você sabe

Vc sabe o que é uma cozinha,
que mesmo quando se cozinha,
sobe e desce as ladeiras
como uma andorinha?

Pois é, esta é a minha
cozinha. De gelo e de edredom.
Chama.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O veneno

O veneno é destilado
entre pedras de gelo,
e um pouco de água gelada.

A doçura amarga do Whisky,
faz com que a cabeça gire
mais que o programado.

Enquanto o carro forte estiver parado,
nada passa nem nada chega até ele,
isto sim é algo que me faria pensar
em parar. O resto é brincadeira.

O veneno.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Evento

O evento é o reflexo
da nossa sintonia na internet.

É como dois e dois são quatro,
e quatro mais quatro viram
uma epopeia na nossa sintonia fina.

A bala

A bala está em todos os cantos,
no Meracdo, no joalheiro,
no ofício, no cartório.

Quem consome sabe que é bom,
quem não conhece fica curioso,
quem já tomou não quer saber de mais nada.

Vc nada em peixes?
Eu nado no ouro dos tolos,
sopra mano, assopra.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Você fala demais

Você fala mentiras,
isto me irrita.

Você come muito macio,
isso é profano.

Você diz a si mesmo que um dia vai mudar de lugar,
isso agride à quem te ama.

E você, o que fala sobre este respeito?
Nada.

Você nem mesmo acredita em si.

O Despertar

Ao despertar da carruagem,
a menina segue dizendo
que é filha do rei,
pois dele se prevaleceu
até a hora desta jornada de uma vida.

Os homens são tão incessantes,
mas tão amargos como o dinheiro do seu patrão.
Eu penso que estou sorrindo,
mas ao mesmo tempo
estou avoado como um a pipa de neném da vila.

E que casa.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Os sumidos da efigênia

Dona Sumira saiu de casa,
falou com o marido
e desceu as escadas dizendo que hoje
ia fazer um grande dia de sol.

Depois de muito tempo
ela percebe que está sozinha
sem marido e sem pressão de panela.

Pela janela da casa da visinha e, avisa:

"Dona Janina,
vamos fazer algo com que se pareça
com um prato de comida,
uma coisa menos feia
e menos chata que comer pão.

E todos ao seu lado dizendo:
"Vai lá, esta panela vai explodir".

Enquanto o gato comia
ela saiu três vezes
e entrou pela porta da sala
para bater um homenzinho.
Seu neto.

Daí ele diz:
Vó, acho que a comida queimou,
pois tinha um gatinho tinindo
que passou por aqui
e pegou o fogo da cauda.

Moral de estória:

Esqueça seus valores, pois eles
não servem para metade das pessoas
que comem da sua comida,
e não lavam seu prato!

Quem da Mole rala pouco

Beber é tão bom,
assuntos pertinentes do dia dia.

Gosto quando chego em casa e nada tem para fazer.
Gosto quando chego em casa e ninguém vem
me encher o saco pelas tabelas adiadas.

Então,
que mal lhe os diga,
eu sou de ferro e não aturo patrão,
então que se foda esta sociedade madura e extensa,
que eu já estou até aqui de saco plantão.

Boa noite.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Os dias

Os dias são iguais.
Nada muda além da sua
capacidade de acontecer.

O teto sobe pela rua
e desce uma ladeira bem íngreme.

O dia corre sereno e sem sol.
É outono no Rio de Janeiro.

O tempo segue ligeiro e
sobre nada a água desce lenta,
bem lenta.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Cheiro de toda Flôr

Você fede,
eu cheiro macio.
Você caga,
eu sofro sem frio.
Você é distante e mal feito,
mas eu sou espelho e saio sem dinheiro.
Você é você,
eu sou eu.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ruas e meus versos

Dizem que a rua
é morada de todos os amantes.
A casa não é minha,
eu calo com sabedoria.

Apenas abro uma porta
sem querer saber da casa da tia.

O jogo estia

Game over.

Acabou pra mim.
Sei que a vida pede passagem,
mas eu vou caminhar.

De olhos fechados,
desço a correnteza sadia,
a boemia ah de esperar.

Seco bebido,
vinho tragado,
mais um cigarro a boca
á de queimar.

Vento que passa,
linha que traça,
sem meta traçada á de beijar.

O punho da cigarrilha,
nesta linha mal dita, pedras no ar.

Som dissonante,
sem nenhuma meta traçada,
só a beirada a beira mar.

Nesta vida passageira,
meu eco ar de ficar.

Ruas Vazias

Ruas vazias iluminam meu destino.
Enquanto penso ser menino,
uma alegria me sustenta.

Quero ver emenda soneto e ponta pronta.
Mas sem afronta.
Não tenho medo do destino,
ele ilumina minha sede,
tenho sede,
por isso toco esta vida.

Abrir esta ferida.
É o que gera mais raiva,
mais ódio, rancor.

Gostaria ser pastor.
Mas passo o tiro e reto,
sem teto somente poesia.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O céu

O céu chegou em mim,
eu aturo o dia dele,
ele fala pelos olhos abertos,
ele cabe no meu coração.
Bolsos vazios,
éticas apáticas,
selos desinformados,
sempre para frente.
Jesus.

Itaipava

Itaipava é uma cidade perto,
da minha cidade.
Tem belas casas e belas damas,
famosas na cama, sozinhas na cidade.
Eu aturo mais do que queria
para estar no caminho da carne.
Cerveja, futebol e água gelada,
a minha levada.

Da Pista

Da Pista é vista,
é entrevista,
eu adorno e decoro,
e chamo pra fazer a festa.
Quem não quer que se exploda,
pois no rap eu apronto.
E não venha de afronta,
pois a casa sabe que já esta pronta!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O dia que a Terra tremeu

O dia que a Terra tremeu.

Era de dia, este dia
como todos os outros
houve sol. Hoje não tem
nada que chegue,
amanhã estaremos à mil.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Experimental

Experimental,
é o tipo de coisas que fazemos
quando testamos o sim e o não de
alguma coisa.
Nesta vida o passageiro é e será
um Deus do Olimpo.
Sem deuses não vivemos as loucuras
no dia dia.

Estes mesmos deuses
que já foram rechaçados no início,
hoje tornam breves a vida
de um transeunte.
Ou de uma dama efêmera na cama.
Eu posso e flutuo,
saio da vida para entrar na fama.

sábado, 30 de abril de 2011

Praia de Ipanema

É a mais linda,
é a mais bela?
Vamos ver hoje se é uma bela praia.
Até onde me toca eu tenho a rédea,
quando passar pra você,
será puro surto de festa.
Não presta, não presta?
Isto é o que te resta.
Valeu forasteiro,
segue sua rédea!

Minha nova

Voa razante um carrinho de rolimã.
Sai caindo um carro de Vargem Pequena.
Desce a trilha e se joga na levada.
Assim é que se faz uma estrada.

Cursos caros

Os cursos são tão caros,
minha mente tão distante,
vivendo eu vejo paisagem,
novo tempo?
Um tempo pra sonhar.

(Uso fruto O Rappa)

Balneário de prostitutas

O meu bairro é dez.
Copacabana é mil.

Laranjeiras é casa do Rio
e da cidadania amarga.

E a praia,
a praia é o balneário das prostitutas,
que pegam suas ervas daninhas,
e jogam a mercê dos leões para serem
a fada dos sonhos da novela e da TV.

Que vida burburinho esta de Ipanema!

O ecossistema é cruel

Cruel o eco-sistema que aflige a vida
de um homem que quer ganhar seu pão.
Cruel o eco-sistema que trata os bichos
com desprezo e rancor na hora de cortar sua carne.
Cruel o eco-sistema
que faz da vida o verdadeiro palco,
e que chega na cidade dominando o asfalto.
Bem digno seja
transeunte,
que ouve meus versos com nariz de palhaço.

A vida e a estória

A estória sempre vem traçada.
Rajadas de traçante
cortam as ruas do céu.
Impossíveis quadros de itinerários
mandam avisos de que as ruas vão estar caladas.
A pedra do meu chão é fria mas cinzenta,
e eu acredito que este seja o momento
onde o caos encontra o medo de se viver.
Casa imunda e mundana,
falando dos mal amados.

As Vitórias

As vitórias são sofridas.
Chegam ao mundo como um moinho de vento.

Enlouquecem nossa jornada,
e tornam tudo menor do que o grão da areia.
É verdade,
é mentira?
Até o Deus duvida.

As fitas

As fitas que me arrependo,
jogo todas na boca da lixeira.
Os vídeos que não curto,
vejo mais uma vez para aprender com eles.

A cara que não sinto?

Olho pela janela para ver se tudo está bem,
pois zen, chego ao espaço só com o contar da ponta
da minha lapiseira,
que dez vez em quando
passa pelos meus dedos com sintonia e severidade.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ele já vem

O sono já vem.
Eu vou dormir sem,
a amônia daquela daninha da praia,
e sem aquele fumo de tabaco que polui minha vida pulmonar.

Hoje estou só,
amanhã posso ir de bonde.

06:08hs

Marcam 06:08hs da manhã,
e a cidade já esta acordando.
Eu ando, vago e disparo
pelo cibernético mundo da rede.

Trabalhos e dilacerados corações pulsam a mil.
Abri mais uma cerveja,
que seja.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O sono é das crianças

Crianças querem dormir
e nós ficamos acordados.

Somos tão jovens na alma
que mesmo tendo motivos
para nos redimir
pegamos no sono quando nos vemos.

Que lado obscuro esta força.
Prefiro ser um herói bem sucedido,
do que o Clark Kent em declínio.

Fico na encolha,
engulo meu colo a seco.

Tenho vinho,
mas não minha benevolência.

O pandemônio é aqui

A correria é intensa.
Pessoas olham assustadas para nós e para si mesmas.
Ninguém sabe ao certo o que fazer,
mas parece que todas tem um olhar em comum.
"Como assim, somos nós que estamos na lua"?
Não, esta é a terra dos anjos,
onde muitos que sobem decaídos
voltam a ser como eram no início.
Cheios de vontade, e sem a perseverança
herdada de seus semelhantes.

Desce a lua,
os olhos brilham,
hora de voltar para a estrada.

Os ares

Os ares parecem originais.
As coisas são feitas de papel e de azul fosco.
Os homens chegam e festejam a sua noitada.
Eu durmo bem pesado, um sono que já passou.

Isto é elevação?
Acho que não,
é só a tontura que passa
na visão de nós mesmos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A praia não me pertence

Se eu fizesse poesia,
seria declamada.
Se eu não soubesse das rosas,
elas seriam menos frias.

Mas a praia,
ela devia me merecer,
mas eu não choro por ela,
pois estou sempre vazio e ceio de mim.

Esses índios que eu não consumo,
terminam com uma frase que diz:

"Se eu for assim,
você me cale para sempre".

E eu acredito pia mente
que este dia vai chegar.

Cedo ou tarde,
ele vem.

A lua cheia

Ela brilhou com o
olhar dos mares,

ela surgiu com um caminho sem rumo.

A bicicleta parou ao ser varada por uma
rajada de canhões ao léu.

Quando seremos almejados,
por seres menos oportunos
que o mesmo eu do ser?

A males que não vem ao bem,
e esta condição me fascina.

Cidade Calada

Enquanto a cidade segue
calada,
eu adormeço meus passos
mais que um passarinheiro.

Ele dorme, eu acordo,
ele geme,
um morcego vôa.

Uma luz revigora,
o sonho vem alerta.

Piscam as luzes da eufonia,
mas meu sono ainda chega dor mente.

Como o caminhão
que de luz se acende
e revigora as almas da nossa jornada.

Você quer paz?

Eu quero amor.
E é assim que somos
jovens,
porém retrocessos.

Dores e lamentação,
só.

terça-feira, 29 de março de 2011

Poesia da Mente

A sombra da cabeça
paira nevoando
sobre os céus da minha cidade.

Os homens violentos
são como sobem as favelas,
para orar por suas mães
que já não lhes atingem.

Seus corpos são azuis
como as haras da cidade visinha,
e seus olhos são febrentos
como homens que sofrem
de real antipatia,
ou de mera ilusão passageira.

Somos por que somos,
e não por aprender
que cultivamos uma semente.

Seus seios são infames
como um inchame de abelhas
que beijam seus ossos
e correm por um adeus tardio.

Eu sou como sou
e não posso ir a nenhuma casa vazia,
chora agora?
Prefiro rir depois,
e por obséquio:
Será que tenho grana?
a minha mente se cala.

segunda-feira, 28 de março de 2011

BBB

BBB,
luxúria ou inveja?
Fãma ou difamação?
O que faz um homem ter a cabeça forte,
se dentro de si ele inside
em puro desamor, ou
demagogia fajuta.

Ser fiel é ter lealdade,
já dizia o velho já Chico.

Mas dizem elas que os homens,
não temem,
e com toda difamação,
a terra cresce os olhos calam
e as bocas gemem suas demagogias e sinopses do sentimento
puro e macio,
do sabor das hortelãs.

Se o homem fosse feito de metáforas,
a pia sadia e cheia de vida seria
mais mistificada,
quanto as horas.

Deixam os seus meninos
cinzentos,
a fama,
difama,
mas o medo,
este deve ser o fruto,
da exatidão.

Nadando contra o vento,
chamo-lhe de liberdade,
sem ação.

domingo, 27 de março de 2011

Songa da Mironga

A velha Chica dormia sossegada,
quando uma velha conhecida chegou na janela:
"Chica, Chica! Acorda minha velha".

Ela desceu as escadas
e parou na porta,
abriu a fechadura
e a velha amiga à reconheceu.

E aí Chica como vai o januário?
Perguntou ela aguçada.

Ah minha filha,
respondeu Chica com olhar de assustada,
vai muito mal, ontem mesmo ele bateu
a porta nos dedos
e está com o pé todo inchado,
sem nenhuma verdura para sarar a perna.

Aí veio a dica:
"Chica bota alho pra ferver
e passa nos dedos dele,
não vai dar nada vc vai ver
melhora que é uma beleza.

E a chica bem sossegada
depois de mais algumas palavras
fechou a porta e subiu as escadas,
preparou uma chicara de unguento
e ferveu o alho como ela pediu.

Dia seguinte,
chega januário cheio de cachaça
e com o pé maior ainda do que estava
e chei de dor de cabeça.

"Porra Januário", disse a Chica,
"Vc não para mais em casa,
dorme a porra do dia todo
e agora este pé que não melhora,
vou passar uma pomada aí".

E pegou o chá de alho e o anguento
e passou no pé do homem.

Dia seguinte de melhoras
Januário acorda com o pé bonsinho
que é uma beleza e a Chica:

"Meu amor seu pé está bem melhor
do que estava ontem então
a pomada melhorou seu machucado meu amor"!

E Januário disse à ela:

"Não Chica não foi isso não,
sonhei que ia comprar um sapato novo
e pedi pro Roger ficar lambendo meu dedo de dia.
E hj acordei e o pé tava bonsinho, rs".
Disse o homem.

Moral da estória:
Nunca peça pro seu cachorro
lamber seu pé enquanto esteja dormindo,
porque se não
isso pode acabar acontecendo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quem dera ser um peixe

Ser peixe é viver no mar
independe do seu coração,
e mais de nadadeiras.
Ela te molha as ventas
e segue-se vivendo
de um mar em alto e bom tom.
Sem dinheiro
sou como meu véu,
eu e meus pés passageiros,
sem calota nem pele.

O dia de São Nunca

Nunca são frases
nem números videntes.
São águas passadas
de estória sem escrita.
A festa é nobre e bela,
eles dançam sem prazer algum,
ela sobe como uma faca,
e corta toda nossa cabeça
de ponta aos pés.
Esta erva sede tudo
que quero agora.
Estar com você.

Telefone minha casa

Ele toca o dia inteiro
e pede pra ser chamado de eu.

Ele fala como se fosse vento,
e pede pra atualizar
a sacada da estória.

Que seja o que Deus quiser.

Ser feliz é ser fiel

Fidelidade é tudo.
Noite observa a erva das danas, sinhas da vida.
Ela segue e sente pouco.
Dor de cabeça é pouco para quem tem dente de sabre,
cara ou coroa na resposta da vida.
Ela sabe o que fazer de dia.

Deixa adiante

O menino era pra ser Jesus,
mas virou esquema de dores e sangue.
Chora, chora, chora a mãe
e o pai nem se lembra do menino,
ele chora e vê, ela segue e sente.
Dores de cabeça eternas.
Som e dor.

American Dream

Estou perdido
entre letras e frases,
meu sono é tão pequeno
quanto minha cama na seda,
durmo, durmo, acordo, relembro.
Que isso que temos em nossas cabeças?

Senha indefinível e melancólica.
Sede.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A natureza pulsa

A natureza pulsa,
ah como é belo.

Eles que sabem a hora de partir.

Eu sou só mais um neguinho
que saiu do Rio de Janeiro,
e curte fazer rap
na cidade o ano inteiro.

A menina dos cachos

A menina dos cachos de ouro
tem um nome só, é Maria,
ela bebe do que eu bebo
e gosta de sentir meu copo,
sigo na estrada,
e desço minha sacada,
quer mais 10.

Fode comigo

Dorme comigo esta noite?
Sou o trem que pede passagem.
Dorme dorme meu semblante,
que hoje eu vou a pé pra laje.

A idade da pedra

Eu tenho só 28 anos,
mas já sou velho para pracinha,
sim somos pássaros altos,
voa canarinho voa.

Azul e amarelo suando na ponte,
quanto joga desde cerejeiro,
sou de ação ao chão.

Supra sumo

Este é o carnaval,
onde a água corre mais rápido que o vulcão,
menina indescente.

Dorme, dorme

Dorme, dorme
que o dia já vem raiando,
avisto uma viatura,
lá do curral ela segue de longe
e da uma revoada.

Sua piranha velha
sobe esta janela
e avista seu ninho,
ele há de te pagar,
vacilou.

O livro

O livro de pernas abertas,
este é minha jangada.

Carnaval positivo

Ela me excita, ela me pede
pra ser mais eu.
Eu quero, eu almejo, eu sonho.
Mas meus pés nunca saem do chão.
Voa canarinho.

Eu sou assim

Morro de ciúmes dos meus prazeres.

Sou homem velho e já tenho meu ciúmes na farda,
gosto de amor tal qual gosto da fisiomia humana.

Mas não pisa no meu pé, que posso te dar uma rasteira,
é asism mesmo eu sou vagabundo quando penso no trabalho,
prefiro ser matuto a dar com pau.

A puta

A puta de olhos fardados
tem olhos transparentes.

Ela ginga para uma mina
e dá o pente do outro lado.

Ela que sabe se tem barreira,
mas chama pra dentro e não quer zombar,
é uma farça e como qual deveria ser ela
a bandida, piranha.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Quero

Sair mas não posso,
deitar mas não quero.
Pretendo ser mais eu,
mas sou menos antes do que agora .

Ah vida difamável,
que aplica uma agulha
quando entra em contra-pós-lição,
que serve de consolo
para meu próprio dilema,
efêmero.

Nova alma da humanidade

Chora agora,
ri porém em outro instante.

Dorme mais cedo pois é hora de lenha,
a lenha vem como um anzol,
que se abre em petalas de amor e traição.

Que não existe porém semeia,
a pérola de Jah.

Aventuras incessantes

Cessa tudo que não vejo.
Fecha a porta da escuridão.
Entra uma conversa sem fio.
Bate na porta um dilema natural:
Seremos felizes a qualquer instante?

Bem aventurado

Com poesias versantes eu vou.
Eu sou aquilo que desjo.

Meu corpo pede mais cerveja,
eu vejo e confirmo o que me deleita.

Sim é ouro a hora da nossa conversa,
eu peço para ir mais além.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Com razão a vida brinca

Dor? Sofrimento?

Este lamento é passageiro e melancólico.

Das horas em que vivi só,
com meu engenho e meu moinho daninho.

Às ervas da vida,
pobre, solteiro e descomprimissado.

O que mais posso quer da vida?

A solidez concreta de uma gelada amarela
e orgulhosa de si,
e de si para mim é uma grande parada
que se dá ao extremo de um país contínuo,
longo e flamejante.

Que venham as primeiras.

Que até aí eu fico só, mudo.

O vermelho é cor de rosa

Rosas se falam e se semeiam.

Eu entro liso e saio ileso
até quando a dor para.

O mar tem águas grandes,
as rodas rodam e se assemelham.

Eu curto, fico puto, mudo,
calado ao tom da morte.

Que me da prazer
e abraça o velho do oeste,
tingido de branco púrpura
e solidez adulta.

A vida é vinho, sangue e suor,
eu sou só dor e solidão.

Entre quatro paredes
a gente ilumina a paixão de Deus.

Um só,
e com razão.

Eu fodo com a poesia

Ela me satura,
ela me recrimina,
ela me dá anseios que só com ela consigo sentir.

Ela é carne e osso,
eu sou pão e vinho,
será que ela se cala?

O mundo é um engenho

Engenhos fazem e brilham tanto quanto o sol.

Nós construímos o que saberemos fazer
e seremos o que quiserem que fossemos um dia.

Uma inspiração, um canal.

O sereno pede paz

A paz que eu não quero
bate a porta das janelas vazias.

Almas entrelaçadas
entre passos e caminhadas.

Aquela praia que tanto te faz ser gente,
te traz também o vazio do passado.

A gente sofre e fica velho,
depois cai na água gelada.

Aquela dor, ela volta,
mas nós nunca mais seremos os mesmos
depois da pele macia de uma pera envelhecida,

O ócio.

Minha vida

Minha vida é o Rap,
até eu me aposentar com uma conta gorda e vacas magras,
pedindo sossego e uma agulha na vitrola.

Ah se Deus fosse moreno,
eu tinha uma bíblia!

Eu dobro a aposta

Se quer dinheiro,
então vou te dizer
essa fita tá sinistra o quanto que a gente vai ter,
algum trocado? Mano fala por favor,
que desse jeito tá foda dou pra você mó valor.

(Xingu Rap)

O cara da praia

Um kilo de que Jô,
se conhece quem?
Sei lá, sei não rei,
eu sou novo também.

Irmão, quendo ele falou,
um kilo, é o bicho,
a ficha caiu.

(uso fruto Mano Brown)

Nova janela

Abriu a porta do céu,
ele é o limite.

Você é um prego,
eu sou uma ovelha,
você daça e eu reflito,
eu xingo meu pai, e amo minha mãe.

O vento, ah, o vento,
como eu queria ser uma ave
para ver meu pai.

Que dor eu tenho.

Os homens de Deus

Os homens são de Deus,
enquanto ele lhes fala,
quando não ouvimos mais a mão divina em nossas orelhas,
como devemos saber se ela ainda nos admira?
Será que somos felizes?
Será que viramos o espaço?

O mundo está em chamas,
e nós que fizemos ele,
ó Deus do universo,
que nos ajuda a plantar a semente,
ature mas não nos use,
somos só votos de sua piedade,
senhor, das trevas, Deus.

Eu vejo o céu

Eu vejo o céu,
eu vejo os anjos decaídos,
eu vejo a vida andar por ela própria,
eu vejo dor e lamentação na hora da ceia.

As meninas são bem vindas,
mas nem sempre se assemelham a nós,
somos fruto de uma obsessão descriminalizada,
que sofre quando chama nossos corações ao céu e as estrelas,
eu vejo a vida.

Eu chego onde eu quero

Eu vou a pé,
eu vou de bike,
eu vou andando,
eu vou sorrindo.

Mas sempre vou
onde minha cabeça me mandar,
é pra lá que eu vou.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A papelaria abriu as portas

Que fechem as ervas daninhas
é época de vacas magras.

Assim como nada no berço
eu choro como bebes na selva,
eles tem dentes bem afiados
mas são tão pequenos
como rainhas no deserto.

Sou eu um pecador infame?

A engraçada da papelaria

Eu tenho seu papel,
eu sou um anjo.

Eu ando na terra
mas desço se for necessário
ao mar das águas azuis.

Você sabe que eu te admiro,
mas você não me fala nada,
ó Deus se me permitires,
tire a ignorância da minha fada.

A novela é uma praça

A novela,
ela que abre minha janela,
ela que fecha algumas portas.

Ela que sobe meu doce mundo dos sonhos.

Como eu gostaria de ser uma laje,
para estar sempre em cima de uma bela cabana se sapê.

Eu durmo com os deuses
mas sonho só com anjos,
será que sou normal?

Raiva pra que?

Raiva pra quese temos tantas alegrias?
Eu sou assim um poeta em sua vida.

Efemeridade sigo sentindo
e amando a cada passo.

Dor só de lamentação,
e mesmo assim em poucas palavras.

Assim eu sigo

Assim eu sigo minha vida,
sem nada na garganta
e nada pra exemplar.

Eu sigo adiante
e nada pode deter minha fãma,
eu sou poeta
e nada pode me deter.

Eu sigo adiante.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cura da ganância

Meu ócio é ser patrão.
Como eu queria dez e vinte,
vinte cinco as vezes,
pago o que eu conmsumo.

Eterno Rolê

Eterno rolê de camelinho
este que te traz e te leva
sem alguma chance de perder a água.

Ela vem e se afasta,
com você navegando ao leo.

Mar, doce mar,
brisa, doce brisa,
chá de cogumelo.

A praia bem dita

Diz-se que quando se vai à praia,
você se afasta das mazelas das ruas
e entra no circuito marítimo.

Ou seja, você ali deserto sem sombra.
Mas quem disse que ipanema não é astral?

O rango carne

O rango carne é uma delícia,
se come, se bebe,
e se larica a tarde toda.

Depois aquele rango preparado
e alá,
praia mantida!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Meu escudo

Meu escudo é um guerreiro,
um santo guerreiro.

Ele pula, xinga
e desce cantando contra o galo.

Ele sobe e desce
e nos da o devido valor.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Eu compro, eu vendo eu xingo

Eu compro eu vendo,
eu xingo loja.
Loja e uma merda bem dada,
voce vai, compra, se diverte e goza.

Ai voce sobe pra sala
e esquece que seu telefone
nao tava mandado.

A poesia proibitiva

Quanto mais palavras mais gestos,
quando mais cabecas mais fardo.

Eu hoje perdi meu celular,
mas amanha posso ir de bonde.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A casa carnificína

A casa carnificína é aquela que bate fecha,
abre quando tem mais o que salvamento de vidas afogadas em lágrima de desespero,
romântica e assética.
Somos Deus, o pão e o vinho.
Basta dar a casa.

O cilclo engloba

Entre globais somos banais,
entre amigos não somos nem temos inimigos,
entre família só a porta bate,
mas nem a fotografia apaga o que há de se amar,
em nosso chão, o ciclo engloba tudo.

O ciclo vicioso

Somos todos etéreos em nossas conquistas,
somos omissos em relação à dor,
mas fatais em relação à morte,
ela assombra nossos caminhos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Nova janela

Abre a janela da favela,
é como vejo ela,
a cinderela,
americana.

(uso fruto "Hélio Bentes")

O bem aventurado

O bem aventurado
é o filho de Deus,
ele te olha e te aflinge,
em relação à paz que ele traz comsigo,
já dizia,
ele é bem melhor que o preço.

Dama glamurosa

Ela grita, ela agita,
ela é a rainha do sossego,
ele esperneia, e desce sentado,
ele é o cálice.

Punho cerrado

Punho em riste,
à espera de um sonante mágico,
ele que se apronta para entrar no ringue,
coisa feia meu filho, diz o tufão
e o cara briga,
eu sou da noite.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Rolé de carteirinha

Rolé de carteirinha é um de fã,
fã porque tem uma página de colors parecida com a sua,
e fã porque a noite prometeu assim
e você não teve mais como dizer que sim.

Então quem quer pele no osso?
Leva bala.

O azul da cor do mar

O mar é verde ou é azul?
Seria ele menos cor,
lorido do que uma bula de medicação?

Eu durmo com o horizonte,
cinzento e de neblina.

Rolé

O rolé é que nem um rolex,
vale mais que nota de 100!

Se você for à praia e estiver de camêlo,
sabe o que falam pra você?
Vai andar de bike!

A arte

A arte suga sua venta,
e da na água como uma pressão de haxixe,
ele é suado e com dores de resvalesca de benzol,
como antes de nada e depois de tudo.

Bom dia!

Bom dia,
este é um novo dia,
ele abençoa você pela nova alma,
e aquece nossa manhã pelo que se ve lá.

Estive tão longe,
que hoje saí da minha cama para ver o sol.

A guerra

O Egito é a paz,
na guerra todos correm
em busca dos seus direitos,
e o petróleo,
pede maiores preços.

O raiar do dia

O raiar do dia são duas cervejas,
elas descem como se bebe uma garrafa,
pequena, vezez duas unidades.

Bão de mais sô.

O posto e a bocada

Eu sempre somo quando vou ao caderno rabiscar,
é o mesmo que ir ao CPU,
sem tirar nem por.

Por isso sou tão bolado ao relento,
quero agora um sanduiche!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A pia molhada

Assim que ele apareceu,
nos revemos de novo,
ela com sua garganta seca,
ele com uma taça de vinho,
e assim falou:
"É de fruta, eu mesmo bebi".

sábado, 29 de janeiro de 2011

Anjo de Luz

O anjo de luz é ligeiro,
quem aparece para nós é ele.

Ele vem, aparece, se mostra por duas vezes
e vai embora.

Nós ouvimos outros espíritos no armário,
na porta bela,
em plena praia, está lá pegando sol.

Em cima da barraca.
Se os anjos falascem.

Chimarroa

Uma menina do sul,
com sotaque estrangeiro,
ela fosse do norte do Brasil,
seria mais impossivelmente bela.
Mas do sul ela sendo,
é uma sereia de olhos azuis,
verdes ou que qualquer me,
a mais que se veja.

Elas são reluzentes e radiantas,
as meninas sulistas.

Que diga Emiliana,
nome de boneca.

A praia de ipanema

A praia de ipanema,
não é a mesma sem os cigarros.
Não é a mesma sem a nossa parafernália de gelo,
não é a mesma sem as barracas vermelhas.
Sinto falta do meu Marlboro,
mas vejo que ele me traz alergias que não calo.
E que quero calar contra um tufão.
Ai minha larica.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vou parar de fumar

Sinto sangue na garganta,
sinto fumaça no meu pulmão,
ou hoje paro com o tabaco,
ou ele acaba comigo então.

Nova família

Sagrada família:
um coração em apuros,
um chão manchado de sangue,
uma pomba gira e um baião.

Quem vai fazer a couve?

Dorme que nem neném

Dorme neném,
que a cuca vai chegar,
papai foi à roça,
e mamãe foi trabalhar.

(Canto popular)

Vendo bananas

Nanica, da terra,
prata,
sem cabelo,
com casca sem casca.

De amarelas ou verdes,
mas sempre maduras,
fruta que semeia o café,
farto da manhã seguinte.

Eta suco.

Durmo como suco

Suco de melão,
suco de cajá,
suco de acerola,
com mel e limão.

Acerola com morango e cajá,
que vida ó céus!

Semeia na mente

Quase que julgo,
sem saber,
onde vejo a fonte da água,
acordo em semeia de novela, band.

Vou dormir sem tomar café com bolacha,
comi ovos e queijo minas,
Que atarefada!

De cara na água

Que os bons ventos tragam esta aguá gelada,
que ela venha na melhor das horas,
em que estamos com sede.

"Se fosse diferente,
aqui na minha quebrada",
eu comprava menos suco
e mais vitaminas!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

De cara limpa

O rosto nâo é só uma imagem,
é um programa de televisão.
A visão que temos é de todos,
e os pontos que fazemos ser o que vemos,
é o que remexe com nossos lábios.

Eu sou assim, nem belo nem feio,
apenas meu rosto da a visão,
do que sinto e o que vejo.
Sou um leão.

Sinto o que vejo

Eu sinto tudo o que vejo na minha frente,
se você souber o que quer,
com certeza está com caminho em seu lugar.

Se você não souber,
é por que não procurou nas mensagens,
todos estão em paz,
quando acaba a desordem dos deuses,
mas e o refrão,
não acaba nunca?

O canto do rouxinol

O canto do rouxinol é limpo.
Ele pula, salta e avoa.
Ele sobe e desce nas nuvens,
com sua linda canção.
Ele voa e revive, todo o seu cantar noturno.

E não se esqueça nunca da voz do canto,
ela é a voz de um pássaro reluzente,
de estigma essa nossa canção.

A casa cai sempre

Quem tem flagrante esconde,
"a casa cai sempre", dizia Sabotage.

Ele que era um líder,
tornou-se a voz da periferia,
aqueles que o admiravam,
admiram até hoje.

E cada vez mais,
ele é um líder com raça,
cor e espírito.

Este é o poeta do gueto,
o verdadeiro ele.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Não devo nada

Não quero explicações,
quero somente respostas.
Quem contrata mata,
quem anima samba e, os porcos fervem.

Ressonância

A cabeça gira e devo estar atento,
não quero perder a ilusão,
quero dormir numa máquina,
quero xerocar meu ânimo.
Tendencioso.

Sujo meu espaço

Sujo, sujo e sujo,
é assim o dia farto de lantejoulas,
como num carnaval.

Ecoa a água que o passarinho bebe,
eu curto as canções e os amores, não são demais.

Margem talento

Eu sou e quero ter ambição,
sou um cara astuto,
defino uma jogada,
como um sanduiche.

E vou pra casa trabalhar,
o trabalho me absorve e me dá água para beber,
em gravação.

Design digital

Assim como a terra,
marte é bem capaz, de dar pala.
Assim que achamos a tribo, encontramos nosso horizonte.

Eu sou cheio de semente que semeia as malditas,
e elas ao nosso alcance são como as estrelas,
brilham e apagam milhões de anos após.

Como uma dissonância de gêneros.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Minha galinha

Ela chora como uma cachorra,
mas pede que eu seja sua ovelha.

Eu não durmo enquanto não acordo,
mas sou chuva na sua casa, cheia de teia,
tenho raiva sim,
enquanto isso for passageiro,
quando não tiver mais nada,
durmo e sonho com esta noite inteira.

Estou revoltado

A revolta é sim nossa semelhantre,
quando sabemos que somos estafa,
somos sim vários mutantes.

Eu deixo sua vida,
para entrar na minha amanhã,
vou estar na praia e você na sua cozinha.

Quando durmo sou quase uma ovelha ao cair,
do céu das ruas da estrela,
para poder depois sumir.

Sumo não, assumo não é mentira,
da a desculpa,
depois que sabe que sou eu,
quer jogar a culpa em cima?

(uso fruto "De leve")

A coruja está acordada

Eu sei que sou forte,
o quanto antes eu ladrilho, entro pela sua boca,
entro na nossa quadrilha e roubo a sua cueca.

Se você for menina,
te dou o minha compaixão,
se você for homem, nada vou em vão.

Vamos andamos ,
e sabemos o que queremos,
sabe-se onde se for semeia,
a nossa casa e a nossa aldeia.

Disseram homens sabidos,
que você era uma rosa,
eu te falo minha amiga,
você vale a minha prosa.

Onde você quer achar

Você quer achar em que lugar?
Na boca,
na ceia, ou no pau?

Eu prefiro dar na boca,
pois é onde acho que encontro minha cerveja,
se eu for mais esperto peço uma tragada,
mas se não receber nada em troca,
te dou de grato feito.

Eu sei que não sou tudo o que você pensou,
mas guardo no peito um rancor nunca visto antes,
nado na água que eu semeio,
e entrro onde nada foi achado.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Bom dia

Já nasceu o novo dia,
amanhã será tarde, hoje ganho com meu presente.
De Deus só quero amor,
sem ódio e sem ganância, apenas um filho.

O cristo e oxalá

Oxalá se mostrou assim tão grande,
como um espelho colorido,
pra mostrar pro próprio cristo como Deus,
é uma espécie de mulato.

Sabe, eu vim saber eu vim saber,
sabe, eu vim saber eu vim saber.

Minha fé, é meu jogo de cintura,
minh fé, é meu jogo de cintura.

Eu parei de ceder

Agora eu só pago ou compro,
vender nunca mais.
A vida é uma fada de versos,
mas somos todos carentes.
Eu prefiro à dor ao sofrimento,
e não o sofrimento à mim.

Este é meu divã.

A festa está muda

Quando a festa parou,
eu não era mais nada.

Eu já fui e sempre vou ser,
um eterno viciado.
Games e paixão,
quanta dor ao cristo.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A poesia dos ventos

Sopram ladeiras e tapumes,
o vigor do dia me agita,
eu sei que não sou forte, mas tenho sim um olho que ve magia.
Em casa dormindo sonho com os amores,
vejo uma corrente de rimas e desço para minha fantasia.
Subo, durmo, se melhor ser sonante,
dissonante.
Infante, juvenil, sem ser visto,
tudo acaba, numa máquina de velas,
encontro amigos e sei que com cautela,
se sabe mais que amar,
ver e assimilar,
uma conta de banco alta em poesia.

O homem que copia

O telefone toca,
é uma senhora vermelha,
ela passa reluzente,
e eu olho pela fresta da porta,
muita gente sabe o real instrumento,
a arte é um conto de poemas,
a verdade é o que nos resta,
a estória será contade de frente para baixo,
com muito amor e corações à mil.

A referência

A referência é de mentira,
eu sou um pró-ativo servante,
eu subo e desço o morro,
eu compro e vendo poesia.

A cidade cai ao relento,
e eu bebo mais do que podia ser pra beber,
quando acaba a madrugada,
tenho sonhos com o que a cidade pede.

Eu quero sair deste paralelo,
e entrar em outra dimensão.

A cabeça dos deuses são de verdade,
e eu quero só agir e pensar mais avante.

A pista ferveu

Sábado a gente se diverte,
vai ao shopping, dança.

Assim como eu andasce pra frente,
penso: "Será que a vida vai popar minha saída?"
Acho que vai,
pois somos todos um só coração.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A ilusão é linda?

Se a ilusão fossem meus olhos, eu seria um ilusor,
eu iludo mas não peço para isso. Eu compro tudo que tenho, pois tenhos vontade de ter o que não quero.
E peço sempre que necessidade apela, para minha verdadeira consciência,
ela sim pesa aos meus ombros e descem minha garganta como uma enchurrada,
ela é viva e isso me analtece.

Meu gato é um fardo

Eu queria ter um gato,
mas não queria que ele me olhasse,
queria que ele falesse e não ficasse mudo,
eu curto um bichinho,
bem especial, eu sou fã de animais, mas gatos, são especiais, como um ser inanimado, ele te pede e se alimenta, esse é o meu gato.

A cerveja é minha parceira

Sim,
o cigarro e a cerveja,
elas são emoções,
quando penso que estou bem,
estive bem melhor com elas,
com a cerva e o cigarro.

Por que somos tão emocionais?
Será que a vida nos leva às três solidões,
amigos, amor, esperança?

Quanta gente vêm atraz do nosso caminho,
é solidão ou esperança?
A cerva e a cerveja!

A gata da parede

A gata da parede
é uma gata,
ela pega e coloca seus braços na cintura dela,
acho que ela pensa, pensa em algo mais além,
além do que eu imagino,
eu já vi este filme.

Ele é bom, me traz boas memórias,
a vida é um jogo,
a gata da parede é melhor,
bem melhor que eu pensava.

A festa mais mamada

A festa,
ah, a festa.

Essa sim é nossa morada predileta,
quem diz que na roda de rima somos felizes ao extremo,
mentira!

Somos felizes é na festa, em trabalho em súde, a festa é o maior astral!

Por isso agradeço sempre
que um amigo faz uma festa, como é bom!

sábado, 15 de janeiro de 2011

O cocô mais perverso

Existem personagens,
e existem farsantes,
este seria o cocô mais perverso.

Só por que você tem vontade, ele bate na hora,
mas se você beber e depois for plagiar alguma idéia,
alguma coisa, ele vai subir e bater a sua porta de barriga:
"você lembra de mim? eu sou
um cocô,
mas você já esteve comigo antes".

E você, com certeza lembrará daquela dor de barriga insaciável, que vem ao anoitecer,
ou quando as cervejas que bebeu já não te servem mais,
simplesmente por prazer.

O mais voraz de todos os homens

Ele é frio e calculista,
ele só sabe que você está lá,
por que você o falou,

ele sabe que você é homem,
mas mesmo assim o desafia,

e então,
ele vai embora como quem não te pedisse nem para dar tchau,
mas você tem a sensação de que tudo está como era antes.

De dia e chovendo,
mas com vontade de dar uma barrigada.

O jantar a luz de velas

O jantar, é como a sereia,
que chega de mansinho na hora em que temos fome.

Ele vem, é servido em seu prato,
e você come como veemeia,
assim todos saciados, como num canto de uma sereia,
você se diverte e janta o quanto precisa jantar.

Após uma hora e meia tudo volta ao normal,
mas você nunca mais voltará a ser
a mesma pessoa,
depois de ter batido a larica.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A casa milagrosa

Lá estava ela,
uma mulher,
que devia estar pelo lado de fora e não pelo lado de dentro,
era ela ilhada em um telhado,
por uma corda ela foi içada,
como num resgate real,
e ela por sua vida subiu por mais de 10 metros,
uma parede de pedra,
e atravesou um rio em fúria,
a luta da vida teve um final feliz,
menos uma morte dentro de uma tragédia.

As vítimas da água

As vítimas da água foram inúmeras.
Inúmeras pessoas que perderam suas casas,
o poéta à essas horas chora a dor que muitos sentiram,
e deixa a escuridão onde por quem tiver alcançado, encontre luz no final da vida,

É a dor a solidão.

A chuva não acaba

A chuva parece não quer ter fim.
Um final de trajédia para muitas pessoas,
sonhos que escorregaram pelos rios,
a àgua que não termina.

O que vimos foi angustiante,
quem estava lá, viu,

E quem sobrou pra contar e ajudar as vítimas,
estava lastimado,
com a família que perdeu.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Minha casa minha cama

Minha casa é minha cama,
meu escritório,
meu boçal e avassalador isqueiro.

Se aqui eu fizesse menos fumaça,
saberia bem que não precisamos nem brincamos com água.

Água sim é passageira e veloz,
minha casa é como um rio de águas salgadas,
cheias de exatidão e sentimentos,
este é meu amor,
à vida.

O poeta arredio

O poeta arredio é um profeta,
além mar dele ser um cotidiano plasmurro,
ele se sente diferente,
só porque sabe rimar alhos com bocados,
e sim ele é um ditador infâme.

Ele sim é um cara como outros qualquer,
é um poeta,
e é infâme.

Broklyn das estrelas

Eu te apresento:
este é o broklyn das estrelas,
onde todos nós que buscamos conhecimento,
estão em todas as frentes televisivas.

Aqui não temos mais nomes,
nem parentescos próximos,
mas estamos vivendo uma dama,
um xadres ou ainda quem sabe,
uma bela duma buceta!

Sim, estes são os fatos que nos levam a crer,
que mesmo sendo variáveis,
nossos nomes são meus e de mais ninguém,

e ai de quem me adimire,
que eu miro mas não me erro!

O meu saber

O meu saber é o mesmo que o seu.
O meu saber é tão grande, e tão alto,
quando qualquer outro saber neste universo,
eu posso ter mais informações,
ou menos informações que você.

Mas sempre terei o meu saber,
ele é meu, e de ninguém mais,
este é com certeza,
o meu saber.